Latin American Communication Monitor 2020-2021 – Estudo sobre a profissão estratégica de comunicação e relações públicas na América Latina

ago 20 2021 Published by under Comunicação, Relações Públicas

A COVID-19 aprofundou desafios éticos, riscos de ataques cibernéticos, lacunas de gênero e forçou maior profissionalização e desenvolvimento de habilidades em comunicação estratégica e relações públicas na América Latina. O LCM, versão 2020/2021, realizou um estudo em mais de 20 países da região e chegou a algumas conclusões. O relatório completo está disponível para download gratuito no site https://latincommunicationmonitor.com.

Os achados do LCM 2020-2021 são:

1) CRISE COVID-19. Na América Latina, 80% dos que lideram a comunicação estratégica e as relações públicas reconhecem o grande impacto que o COVID-19 teve nas atividades das empresas do continente.

2) DESAFIOS ÉTICOS E RECURSOS PARA A COMUNICAÇÃO.  Os resultados destacam que uma em cada duas pessoas que exercem a profissão na América Latina têm enfrentado desafios éticos em seu trabalho diário durante o último ano relacionados ao uso de bots para gerar respostas nas redes sociais, e à exploração de dados pessoais do público por meio da análise de big data.

3) CIBERSEGURANÇA. Quanto ao tema da segurança cibernética, a maioria dos profissionais acredita que é relevante para seu trabalho diário e quatro em cada dez já sofreram ataques cibernéticos ou incidentes de roubo de dados em sua própria organização.

4) DIFERENÇA DE GÊNERO. A situação de gênero na profissão continua a limitar a igualdade na América Latina. Sobre a importante questão da equidade de gênero no trabalho, a LCM informa que em mais da metade dos departamentos e órgãos de comunicação existentes em empresas da região, a maioria dos profissionais são mulheres, mas apenas um em cada dois atinge cargos de gestão.

5) QUESTÕES ESTRATÉGICAS. Para 2023 são eles: “frente à evolução digital e à rede social” (39,4%) que vem sendo mantida desde 2016; “usando big data e/ou algoritmos para comunicação” (36,8%) e explorando “novas formas de criar e distribuir conteúdo” (34,9%).

6) DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES. Na América Latina, as mulheres acreditam significativamente em suas habilidades de negócios e comunicação, enquanto os homens valorizam significativamente mais suas habilidades de dados e tecnologia.

7) SALÁRIOS. Em geral, em 2020 os dircoms (diretores de comunicação) da região ganham menos do que em 2018, exceto na faixa de 30 mil a 60 mil que cresceu 2,1%. Mais de 75% ganham menos de US$ 30.000 por ano.

8 ) EXCELENTES DEPARTAMENTOS DE COMUNICAÇÃO. Na América Latina, 76,8% dos departamentos de comunicação não atingem níveis de excelência.

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Quer saber por que a Toyota ou a Panasonic, patrocinadoras das Olimpíadas de Tokyo 2020, optaram por não ativarem suas marcas na competição?

Eu, Guilherme Alf e Amanda Takassiki batemos um super papo sobre as razões pelas quais as marcas optaram em não ativarem seus patrocínios nas Olimpíadas, assim como algumas outras fizeram o mesmo durante a Copa América, aqui no Brasil.

Ouça lá e me diga o que achou:

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No Memórias Ecanas, projeto de memória de professores, egressos e funcionários, da ECA-USP, conto um pouco da minha trajetória de pesquisa, docência e profissional

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Prêmio RP do ano de 2020

out 21 2020 Published by under Comunicação

Com muita felicidade e HONRA, recebo a indicação ao Prêmio Profissional RP do Ano 2020, do Conrerp 2ª Região.

Em um ano tão complexo, ver essa indicação no dia dos professores só me faz acreditar que tomei a melhor decisão quando decidi ser profissional, professora, consultora e pesquisadora.

Estou emocionada e muito contente por estar entre profissionais que admiro, que me inspiram e que fazem das RP sua vida, sua vocação e trabalham com alma! Para votar, acessem aqui.

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Falem bem ou mal, mas falem de mim?

mai 12 2020 Published by under Comunicação

Esse é um dos motes do artigo que João F. Raposo e eu escrevemos no site do ProXXIma, no dia 11 de Maio de 2020. Discutimos situações em que marcas, autoridades e outros agentes optaram pelo caminho da popularização de seus conteúdos, ainda que na via negativa.

Outro artigo nosso que saiu hoje, 12 de Maio, versa sobre a transformação das marcas diante do cenário da pandemia do Novo Coronavírus. Ali, falamos de exemplos e situações em que as marcas se viram compelidas a ajudar o contexto o qual fazem parte.

Convido vocês à leitura e ao debate dos dos artigos.

ProXXima (2020) 

 

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A gestão de relacionamentos na transformação de realidades pelas RPs

fev 11 2020 Published by under Comunicação

Post de Jones Machado | Relações Públicas, Doutor em Comunicação, Professor Universitário.

Sempre digo três coisas importantes aos meus alunos. Primeiro, saibam sempre explicar sucinta e objetivamente o que um/uma relações-públicas faz. Segundo, dominem o desenvolvimento de ações e estratégias do seu trabalho e tenham senso de humanidade na direção de atender diversos e distintos objetivos por meio de relacionamentos. E, terceiro, tenham sempre em mente porque o/a RP atua nas organizações e junto à sociedade.

1. Somos gestores da comunicação das organizações

Quando falamos em Relações Públicas, logo pensamos em visibilidade midiática de uma organização, marca, produto, ideia, serviço ou personalidade. Tudo isso, graças ao empreendimento de ações e estratégias específicas da área. Porém, somos e fazemos muito mais do que a mera aplicação de métodos e técnicas profissionais que visam ao sucesso de um projeto.                                                                            

Fazemos relações públicas diariamente, além de darmos visibilidade midiática ao que realizamos. Por experiência própria no mercado e por receber todo ano novos estudantes na Universidade, considero necessário que a profissão seja conhecida pelo seu escolhido. Trata-se de uma questão de identidade, lucidez, pertencimento e valorização, que impacta diretamente no potencial a ser explorado por nós mesmos e em como somos percebidos.

Podem afirmar com segurança para a família, amigos e namorado (a): somos gestores da comunicação das organizações, pensamos e desenvolvemos a comunicação com funcionários, fornecedores e familiares da equipe de trabalho. Também, atuamos por meio da comunicação junto à imprensa, a influenciadores digitais, ao poder público e a parceiros não-governamentais ou de negócio. E, ainda, primamos pelo relacionamento estabelecido por ações de comunicação para mantermos laços fortes e duradouros com clientes, associações, sindicatos e outros públicos.

Nessa atuação, nunca esqueçam de levar sempre em conta o profissionalismo, a ética e de considerar as pessoas na sua diversidade cultural, de gênero, de sexo, de etnia, de idade, de cor, de classe e de origem. E uma máxima que sempre tenho em mente: sejamos autoexplicativos sobre nossa profissão, por meio de uma atuação objetiva, humana, eficiente e eficaz. Sendo assim, não precisaremos requerer atenção dos outros ou lamentar pelo desconhecimento da área por quem não faz parte dela.

2. Desenvolvemos relacionamentos

Não há organização que se sustente sem uma rede de contatos e relacionamentos de qualidade. É uma necessidade vital para curto, médio e longo prazos. Por isso, estabelecemos relacionamentos com outras empresas, com instituições de ensino, com agentes políticos, com o poder público, com a comunidade local, com dirigentes de organizações não-governamentais e muitos outros. Vale lembrar que este intercâmbio precisa ser honesto e leal, objetivando a troca de saberes e a possibilidade de novas parcerias para que desenvolvamos mutuamente soluções e aproveitemos potencialidades (intelectuais, locais, estruturais, etc.) para o bem comum da sociedade para além da sobrevivência organizacional.

Cada vez mais, o mercado contemporâneo requer que trabalhemos em parceria, de forma colaborativa, uma vez que é mais produtivo em questão de resultados e eficiente em termos de investimentos. Note-se que esse relacionamento empreendido é justamente o principal instrumento por meio do qual o relações-públicas realiza seu trabalho diário. Desde o colaborador, passando pelo fornecedor e pela imprensa, até o cliente, todos podem ser nossos parceiros; basta estabelecer um sistema ganha-ganha em que os objetivos de todos sejam contemplados.

3. Transformamos realidades

Talvez, essa compreensão sobre as Relações Públicas é a que mais me representa, me realiza e me orgulha. Estamos inseridos em um contexto sociocultural que não nos permite conceber iniciativas descoladas do macroambiente estabelecido. Pode parecer utópico/ideal, mas acredito que as RPs podem e devem transformar realidades: internas – das organizações, externas – das comunidades em que a organização está inserida, e de modo mais amplo – da sociedade.

Se a empresa ou instituição em que atuamos existe e prospera, devemos acreditar que se pode fazer um pouco mais, retornando a confiança depositada nela para a sociedade. Creio que diminuir as desigualdades sociais, culturais e econômicas também seja um dos nossos papeis. Acredito que devemos, ao mesmo tempo, atender aos objetivos das organizações assessoradas e também contribuir com a sociedade, começando pelos trabalhadores que tornam real aquilo que é entregue.     

Pode soar impossível, mas não é. As organizações têm esse potencial, com know-how e recursos para tornar as cidades lugares melhores, possibilitando oportunidades e transformando – cada vez mais – nossos espaços em espaços de igualdade assim como de diversidade de ideias e de pessoas, de diálogo, de respeito e de tolerância. E isso tudo começa dentro da organização, com um ambiente salubre, com local adequado para descanso e almoço, e ausência de assédio, discriminação e riscos à saúde física, por exemplo. É nosso dever perceber e viabilizar essas transformações junto aos gestores de outras áreas, a fim de manter o bem-estar de todos e todas.

Para finalizar minha contribuição às Relações Públicas e para que a realidade continue numa direção evolutiva, que beneficie a todos e todas e oxigene cada vez mais as estruturas vigentes enrijecidas por preconceitos, por “nós-sempre-fizemos-assim” e por estereótipos: sejamos ativos frente a qualquer adversidade que não nos permita pensar, realizar e transformar!

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E-book gratuito fala sobre Tendências em Comunicação Organizacional

nov 28 2019 Published by under Comunicação

Com diversos autores, pesquisadores e gente de mercado que entende de Comunicação Organizacional, o grupo Estrato, da UFSM, lança mais um e-book que é um verdadeiro serviço a estudantes, profissionais e acadêmicos de Relações Públicas. O livro, Tendências em Comunicação Organizacional, traz temas contemporâneos sob o olhar de quem trabalha e/ou pesquisa as temáticas.

Participo, com muito orgulho, de um capítulo sobre INFLUÊNCIA DIGITAL: OPORTUNIDADE PARA A COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL.

Para baixar o livro, gratuitamente, basta acessar: https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/frederico-westphalen/relacoes-publicas/wp-content/uploads/sites/330/2019/10/Livro-Tend%C3%AAncias.pdf?fbclid=IwAR0JJSasA3WFxQP5CzuF7yleV3TByxfEuVfdqxaZi4PINJPLc_Dvvn5ycYk.

 

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5 tendências em RP para 2019

dez 12 2018 Published by under Comunicação

Crédito da imagem: Resultados Digitais

Todo ano, gosto de fazer um exercício de “futurologia” e tentar prever tendências de curto prazo para a área de Comunicação Organizacional, sobretudo RP.

Baseio-me em meus estudos, pesquisas, vivências e consultorias práticas.

Assim, elegi cinco tendências que acredito que farão parte do dia a dia dos profissionais de CO e RP.

Vamos a elas:
1. Human to human
A tendência explica o sucesso dos influenciadores digitais, por exemplo. Acredito que vamos continuar querendo nos comunicar por meio pessoas, de conteúdos com curadoria de alguém e isso implica em humanização por parte das organizações e marcas. E tem a ver com a segunda tendência: para serem mais humanas, as organizações vêm usando funcionários e embaixadores de suas marcas como motores de divulgação.

2. Funcionários conectados, embaixadores e influenciadores das organizações
Pessoas confiam em pessoas. Sendo assim, algumas grandes marcas já estão utilizando o funcionário como representante da empresa nas mídias sociais, seja nos perfis oficiais da organização, seja motivando-o a ser um veículo por si só. E como isso tem legitimidade, a meu ver. Aproxima a organização das pessoas, além de dar um ponto de vista de alguém “comum” dos bastidores.

3. Relacionamento com microinfluenciadores
Investir nas celebridades ou nos macro-mega influenciadores digitais é caro e tem pouco engajamento. Por outro lado, pessoas altamente especializadas em uma determinada temática e com voz ativa podem ser um bom negócio. Os microinfluenciadores nos fazem voltar ao início dessa década, quando fazíamos relacionamento com formadores de opinião por temática, por nicho e como resultado, atingíamos audiências com real interesse naquela determinada área.

4. Marcas como agentes influenciadores
Acredito nas marcas como influenciadoras digitais, desde que sejam relevantes, prestadores de serviço, úteis, “tutorialistas”. Para ser influente, uma marca precisa adicionar valor ao dia a dia das pessoas, com conteúdos que façam essas vezes e que se tornem fonte de referência para as pessoas. É possível, inclusive, a meu ver, copiar determinados modelos de sucesso dos influenciadores digitais, como vídeos, podcasts, dicas, interação, linguagem cotidiana, cultivo da audiência e por aí vai. Essa é a minha proposição de pós-doc. ;-)

5. Gerenciamento do modelo PESO
PESO significa paid, earned, shared and owned media. Isto é, mídia paga, espontânea, compartilhável e própria. A receita de sucesso está em saber balancear e equilibrar todos esses pilares, sem negligenciar nenhum deles. Haverá vezes que nos dedicaremos mais a um do que aos outros, mas, nos dias de hoje, é impossível não olharmos para uma estratégia de comunicação, marketing e relacionamento digitais sem nos debruçarmos no modelo PESO em sua totalidade.

E vc? O que acha que vai “pegar” em 2019?

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Samarco e Pugliesi: duas crises, dois jeitos de lidar com os problemas

Anos de crises são pratos (fundos) cheios de casos para nós, profissionais de comunicação. Assistimos, quase que diariamente, a casos de organizações, celebridades e personalidades que se veem envolvidas em problemas, crises, percalços. Fato é que os dois que vou contar abaixo não têm a ver com a crise política-econômica do País.

Uma problemática muito triste que está sendo vivenciada pela população da cidade mineira de Mariana foram as quedas das barragens ocasionadas pela mineradora Samarco. Muitas famílias ficaram desabrigadas, há mortes e muitas consequências negativas decorrentes da situação. A empresa, porém, não tem se escondido ou se eximido da culpa.  Eis algumas de suas ações que servem como referência em momentos de crise:

-       colocaram seu principal executivo para dar explicações em todos os meios (coletiva de imprensa, entrevistas e nas redes sociais)

-       têm usado as redes sociais como disseminadoras de informação e como meios de divulgação de seus boletins. Até nomearam os boletins como “Samarco Informa”. O pessoal de comunicação tem respondido às críticas na rede, veja aqui um exemplo. E, olha, que eles têm sido chamados de assassinos e outras coisas mais. Não esmoreceram. Seguem na linha de informar.

Costumo dizer em aula que tudo o que acontece com uma organização, marca ou mesmo com a gente gera um rastro digital na rede. O rastro que a Samarco está deixando, a meu ver, aqui, pelo menos no que tange à gestão da crise, é de tentar solucionar, informar, estar presente e não de ausência ou de negação.

Postura essa bem diferente à adotada por uma das principais influenciadoras fitness do mundo digital, Gabriela Pugliesi, que dentre tantas polêmicas em que já esteve envolvida, dessa vez está sendo acusada de instigar a qualquer custo a magreza e ainda se defendeu: agora, é pecado ser magra. Seu vídeo com comentários de que a amiga poderia divulgar seus “nudes”, caso saísse da dieta causou polêmica e muitos comentários. De novo, a blogueira foi alvo de críticas e retaliações. Defendeu-se dizendo que tudo o que posta na rede vira polêmica.

 

 

Independente se você leitor, é a favor ou contra a Samarco ou Pugliesi, o que extraímos de ambos os casos é que: esclarecer, informar e ser transparente é sempre a melhor estratégia.

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Mídias sociais como estratégia de relacionamento com as marcas

ebook "Organização, Mídia e Mercado"

Participo com outros super autores de um ebook GRATUITO recém-lançado Organização, Mídia e Mercado – perspectivas teóricas e empíricas de estratégias midiáticas e mercadológicas de comunicação organizacional, editado pela Edunisc e organizado por Elizabeth Huber Moreira, Grazielle Betina Brandt e Fabiana da Costa Pereira.

Parafraseando meu colega de obra, Marcello Chamusca, “A obra reúne reflexões e pesquisas de importantes profissionais da nossa área, dentre os quais posso destacar como exemplo os(as) doutores(as) Eugênia BarrichelloDaiana StasiakCarolina Terra (eu!) e Marcondes Neto“.

No ebook, meu capítulo versa sobre Mídias sociais como estratégia de divulgação e relacionamento da marca e aproveito para contar um pouco do caso da Chocolates Garoto (página 84), onde também tive o prazer de trabalhar.Para fazer o donwload, basta acessar: http://www.unisc.br/portal/pt/editora/e-books/411/organizacao-midia-e-mercado.html.

Aproveitem, tem muito artigo bacana por lá!

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